Bridgerton: 2° Temporada - Diferença entre série e livro


Querido e gentil leitor,

Espero que tenham gostado do artigo que escrevi sobre as diferenças entre o livro 1 (O Duque e Eu) e a 1ª temporada da série Bridgerton! Pois bem, esta autora finalizou o artigo passado afirmando que, apesar das diferenças, estava satisfeita com a adaptação da série. Não creio que irei repetir essa opinião ao fim deste artigo. Estou deveras chocada!

Continuo achando a série incrível e assistirei quantas temporadas forem lançadas. Não sou o tipo de fã dos livros que “chuta o balde” após adaptações com desvios da história original. Aguentei Game of Thrones até o fim — mesmo a série tendo ido ladeira abaixo depois da 6ª temporada — não será diferente agora!

Essa semana, me perguntaram se era melhor assistir à série primeiro ou ler o livro primeiro. Vejam bem, já tive as duas experiências. Com Harry Potter, por exemplo, assisti ao primeiro filme e só depois fui ler os livros, pois só tomei conhecimento da saga após o lançamento do 1º filme. Quando ele saiu, já havia quatro livros publicados. Li os quatro antes do lançamento do 2º filme.

No caso de Game of Thrones, também conheci a saga por meio da série, mas demorei mais para ler os livros (na época, eu estava fazendo doutorado). Assisti às quatro primeiras temporadas e só depois li os cinco livros disponíveis em sequência.

A vantagem de assistir primeiro é criar o impacto visual dos personagens e ter uma primeira perspectiva da história, sem saber como termina. Eu prefiro ter esse impacto do final na tela. Assim, caso seja decepcionante — como foi em Game of Thrones —, você ainda tem o livro para “salvar” a experiência. Sem falar que, se a adaptação fugir muito dos livros, o telespectador tende a se sentir enganado, traído, e passa a achar a série ruim. Já se você assiste primeiro, tende a gostar mais da história e só depois critica, ao conhecer a obra literária e perceber que a série fez mudanças totalmente sem noção!

E foi exatamente isso que aconteceu com a 2ª temporada de Bridgerton. Quando assisti, não achei tão ruim — apesar de não ter curtido o fato de Anthony e Kate enganarem a irmã dela até a beira do altar, e de ter ficado decepcionada por não ver o casamento dos dois na tela. Mas, depois de ler o livro, eu simplesmente estou, repito, CHOCADA!!!!

Então, caros leitores, venham comigo! Bem-vindos a Londres, 1814... Vamos esmiuçar as diferenças entre o livro 2, O Visconde que Me Amava, e a 2ª temporada da série!

🔍❤ANTES DE FALAR DE KATE E ANTHONY...

Antes de falar do casal principal, é importante ressaltar que, assim como aconteceu na 1ª temporada, a narrativa da 2ª temporada também apresenta diversas tramas paralelas ao redor do história central.

A segunda temporada trouxe as consequências das ações de Penelope como Lady Whistledown, como a descoberta de seu segredo pela modista (personagem que não existe nos livros) e por Eloise, o que gerou o rompimento da amizade entre as duas. Também houve bastante tempo de tela para Benedict e sua descoberta artística, o debut de Eloise, muitas fofocas entre Lady Danbury e Violet, e, por fim, o enredo da sucessão da família Featherington, com a chegada do novo lorde — o primo distante, Jack, um verdadeiro trambiqueiro.

Não é preciso dizer que NADA DISSO ESTÁ NOS LIVROS. Eu ainda não consigo afirmar se a série antecipa elementos dos volumes posteriores — já que ainda estou no 2º livro — ou se tudo isso é criação original da adaptação. Fato é que os livros são sempre focados no casal central, sem tramas adjacentes. É claro que, para a televisão, como já comentei no artigo anterior, esse foco exclusivo não funciona tão bem. Por isso, vejo as adições de personagens e núcleos como um ponto positivo.

Mais uma vez, sinto falta de ler sobre a amizade entre Penelope e Eloise, de Lady Danbury e Violet, das interações entre os irmãos Bridgerton e, principalmente, da rainha — uma das minhas personagens favoritas da série!

👩🏽️‍👩🏼 A família Sharma na série

Kate e Edwina Sharma são meias-irmãs. O pai de Kate casou-se com a mãe de Edwina após a morte prematura da mãe de Kate, quando ela tinha apenas 3 anos. Na série, Kate e o pai são indianos e vão para a Inglaterra, onde conhecem a Sra. Mary Sharma, mãe de Edwina. Mary é filha única de uma família aristocrata inglesa rica (os Sheffield), mas se casa com o pai de Kate — um indiano pobre — e vai morar com ele na Índia, onde nasce Edwina. Mary cria Kate como se fosse sua filha, e as duas irmãs são muito unidas.

Por serem filhas de um indiano, as atrizes têm características físicas bem diferentes das descritas no livro. Essa mudança também aconteceu na 1ª temporada, quando adaptaram as características físicas de Simon para um homem negro, enquanto no livro ele era branco, de olhos azuis.

Para esta autora, essas mudanças são super tranquilas. Acho super válido promover a diversidade racial e buscar maior identificação com o público de diferentes países. E como a Índia e a Inglaterra eram parceiros comerciais na época da história (a oficialização da Índia como colônia britânica só ocorreu em 1858), essa transitoriedade entre personagens, casamentos e amores "impróprios" é até plausível.

Na série, Kate só quer encontrar um bom marido para a irmã, e por isso escreve para os avós maternos dela, pedindo o dote e auxílio para apresentá-la à sociedade — tudo sem que Mary ou Edwina saibam, já que a família está falida. Edwina é escolhida como o "diamante da temporada" pela Rainha, e a família fica hospedada na casa de Lady Danbury durante toda a temporada.

📚 A família Sharma/Sheffield no livro

Mary Sheffield (no livro, o sobrenome da família permanece Sheffield e não Sharma) também se casou com o pai de Kate quando ela ainda era criança e teve Edwina logo em seguida. A diferença é que Mary nunca foi rica, todos eram ingleses, e ninguém foi nem veio da Índia. Eles viviam no interior e só se mudam para a capital quando Edwina completa 18 anos, para que ela possa debutar.

O debut de Kate foi adiado por três anos porque a família não tinha condições financeiras de bancar duas viagens em tão pouco tempo. Assim, decidiram que as duas irmãs debutariam juntas. Logo, no livro, não existe aquela história dos avós maternos oferecendo pagar o dote de Edwina — nada disso.

Elas alugam uma casa simples em Londres, num bairro nada nobre, alugam carruagens para ir aos bailes e usam vestidos discretos. Nem sequer conhecem Lady Danbury e não possuem nenhuma relação com ela.

No livro, o objetivo de Kate também é encontrar um bom marido para a irmã. Por ter vivido a vida inteira à sombra da beleza de Edwina, Kate acredita que ninguém irá se interessar por ela.

Edwina, apesar de pobre, é eleita a “Incomparável” por Lady Whistledown por causa de sua beleza genuína — cabelos loiros e olhos azul-claros — e torna-se famosa e disputada em todos os eventos da alta sociedade por causa do artigo.

No livro, Kate é fã dos folhetos de Lady Whistledown e fica sabendo da existência de Anthony Bridgerton por meio dos diversos artigos escritos sobre ele, antes mesmo de conhecê-lo pessoalmente. A colunista o descreve como um libertino, que nunca irá se casar, e por aí vai.

Outro detalhe que a série cortou foi o trauma de Kate com tempestades. Como a mãe dela morreu numa noite em que chovia muito, ela tem muito medo de relâmpagos e trovões. Anthony ajuda ela a superar esse medo.

🐝 O passado de Anthony na série

Na série, Anthony, o filho mais velho da família Bridgerton, é assombrado pela morte do pai, ocorrida quando ele tinha 18 anos. A série mostra um flashback em que Edmundo Bridgerton é picado por uma abelha enquanto mostrava o jardim a Anthony, na casa de campo da família. Anthony é obrigado a assumir o título de visconde ainda muito jovem e precisa tomar decisões difíceis sobre os negócios da família, ao mesmo tempo em que lida com o sofrimento da mãe e dos irmãos.

💭 O passado de Anthony no livro

O flashback da morte de Edmundo Bridgerton é o prólogo do livro 2. Anthony não presencia a morte do pai como na série. Ele havia saído para caçar com Benedict e, ao retornar, encontra Daphne chorando na entrada da casa, dizendo que o pai havia morrido, também por uma picada de abelha. Anthony sobe e vê o corpo do pai já sem vida. A partir daquele dia, desenvolve a ideia fixa de que também morrerá jovem. Como seu tio morreu antes dos 30 e o pai aos 38, Anthony acredita que não viverá além dos 40. Essa convicção o leva a ter uma vida de libertinagem (ainda que sempre tenha sido responsável com a família e os negócios) e a decidir que nunca se casaria por amor — para que sua futura esposa não sofresse como sua mãe sofreu.

🎬✨ Como Kate e Anthony se conheceram na série

Na 2ª temporada da série Bridgerton, Kate e Anthony se conhecem de forma bem mais cinematográfica e dramática do que no livro. O primeiro encontro acontece ainda antes da apresentação oficial das Sharma à sociedade, durante uma cavalgada ao amanhecer.

Kate está galopando sozinha em um campo aberto quando Anthony, também a cavalo, a vê de longe e decide persegui-la — inicialmente sem saber quem ela é. Eles têm um breve diálogo cheio de faíscas, com trocas afiadas e olhares intensos, que já deixam no ar o tipo de relação que terão ao longo da temporada.

Nesse momento, Anthony ainda não sabe que Kate é irmã de Edwina, a jovem que ele irá cortejar com intenção de casamento. Já Kate, quando descobre que o libertino visconde está interessado na irmã mais nova, declara guerra silenciosa. Ela faz de tudo para impedir o relacionamento entre os dois, acreditando que Anthony não ama Edwina e, portanto, não é digno dela.

📚✨ Como Kate e Anthony se conheceram no livro

Kate conhece Anthony durante um baile, logo no início da temporada social. Ele já estava de olho em Edwina, que havia sido eleita "a Incomparável" por Lady Whistledown, e estava decidido a cortejá-la — sem a menor intenção de se apaixonar, claro, porque ele só queria uma esposa "conveniente".

Mas, para surpresa de Anthony, ele descobre que Kate é extremamente protetora com a irmã e não gosta nem um pouco da reputação de libertino dele. Kate faz questão de deixar claro que não o considera digno de Edwina, e isso desperta a curiosidade (e o orgulho ferido) de Anthony. Eles passam a se alfinetar sempre que se encontram nos eventos sociais.

É uma rivalidade cheia de tensão romântica desde o início, com diálogos afiados, olhares desconfiados e uma energia “inimigos que vão se apaixonar” deliciosa de acompanhar.

💔🐝 O triângulo amoroso que a série forçou (e o livro sabiamente evitou)

Uma das maiores diferenças entre o livro O Visconde que me Amava e a 2ª temporada da série Bridgerton está no famigerado triângulo amoroso entre Anthony, Kate e Edwina. E, sinceramente? A série forçou um drama que não existia e, ao fazer isso, prejudicou relações importantes — principalmente a das irmãs.

Na série, Edwina se apaixona de verdade por Anthony, sem perceber os olhares trocados, os silêncios constrangedores e as brigas cheias de tensão entre ele e Kate. Na verdade, ninguém percebe! Nem Mary, nem Lady Danbury, nem a própria Violet Bridgerton, que sempre foi apresentada como uma mãe sensível, atenta e profundamente conectada aos sentimentos dos filhos. É surreal pensar que ela só vai perceber que o filho ama outra mulher após o casamento ser cancelado no altar e precisar perguntar à Daphne o que estava acontecendo. Como assim, Violet?

Desde que assisti à série, mesmo antes de ler o livro, essa parte me incomodou muito. Fica parecendo que Kate “roubou” o visconde da irmã, e que tudo o que elas construíram enquanto irmãs desmorona por conta de mentiras e omissões. A relação entre Kate e Edwina se torna tensa, distante e abalada — um drama completamente desnecessário.

Já no livro, é completamente diferente. Edwina nunca se apaixona por Anthony. Ela é educada, doce, mas desde o início demonstra não ter nenhum interesse romântico nele. Em vários momentos, Edwina encoraja Kate a se permitir viver um romance com o visconde, inclusive dizendo que seu par ideal seria “alguém exatamente como ele”. 💔

No livro, as irmãs são melhores amigas até o fim. Não há mágoa, não há rivalidade, não há sensação de traição. Ao inserir esse triângulo na adaptação, a série pode até ter buscado intensificar o drama, mas acabou quebrando algo que era muito bonito e poderoso: a aliança incondicional entre duas mulheres que se amam como irmãs de sangue — mesmo não sendo.

💍🐝 Um casamento que não aconteceu, uma abelha e dois corações teimosos

Se no livro O Visconde que me Amava o casamento entre Kate e Anthony acontece por causa de um escândalo — e cedo! —, a série Bridgerton decidiu tomar outro caminho. E, sinceramente, essa autora aqui ainda não superou.

Na série, o casamento entre os dois não é mostrado em tela. Depois de todo o drama envolvendo o noivado de Anthony com Edwina e da catástrofe do quase-casamento, o que vemos no último episódio é uma cena no baile, quando Anthony convida Kate para dançar e, finalmente, os dois assumem publicamente o sentimento que sempre existiu. Todos os olhares se voltam para o casal, inclusive o da Rainha, que percebe — só então — o real motivo pelo qual sua “diamante da temporada” desistiu do casamento. O romance entre Kate e Anthony vira um segredo que todos passam a enxergar ao mesmo tempo, como se tivesse surgido ali. Mas, para quem acompanhou os olhares, as discussões, os suspiros e as tensões durante a temporada toda, esse desfecho ficou sem profundidade.

Já no livro, a história é bem diferente — e bem mais escandalosa, diga-se de passagem! Durante um passeio na casa de campo dos Bridgerton, Kate é picada por uma abelha no peito, e Anthony, completamente desesperado por causa do trauma da morte do pai, tenta sugar o veneno com medo de perdê-la também abaixando o corpete do vestido dela. A cena é intensa, angustiante e cheia de emoção. O problema é que Violet, Mary e Lady Featherington veem a cena... e o escândalo está feito. Para proteger a honra de Kate, o único caminho possível é o casamento.

É importante dizer que, até esse momento, Anthony ainda estava tentando cortejar Edwina, e Kate ainda soltava farpas afiadas pra cima dele — embora já houvesse uma gentileza crescendo ali, camuflada pela teimosia de ambos. E é aí que a história engata de vez.

E quanto ao primeiro beijo do casal? Mais uma grande diferença

📚 No livro, Kate se esconde de um recital na casa dos Bridgerton e entra no escritório de Anthony, onde acaba ficando escondida debaixo da mesa. Quem entra no cômodo é Anthony — acompanhado de sua ex-amante, a cantora de ópera Maria Russo (que foi adaptada na série como Siena Rosso, da primeira temporada). Ao perceber a presença de Kate, Anthony manda a cantora embora e os dois começam a discutir, como sempre. Entre farpas e provocações, a tensão explode: eles se beijam. E se arrependem logo depois. O beijo é caótico, cheio de fúria, desejo e confusão emocional — ou seja, bem a cara dos dois. Nesse recital, Kate tenta se esconder porque está morrendo de ciúme de Anthony com a cantora de ópera. Isso tudo acontece bem antes da picada de abelha!

📺 Na série, o primeiro beijo acontece dentro da igreja, logo após Edwina cancelar o casamento no altar. Sim, você leu certo. A irmã acabou de ser humilhada publicamente e, alguns minutos depois, Kate e Anthony estão se beijando no altar, no mesmo lugar onde a cerimônia seria realizada. Para essa autora aqui, essa cena foi um erro estratégico e emocional. Ficou a sensação de traição, de desrespeito com Edwina, e pior: a impressão de que Kate “roubou” o visconde da irmã, algo que jamais acontece no livro.

Nos livros, a relação entre as duas nunca é abalada por um homem — e isso, sinceramente, faz toda a diferença na forma como lemos e sentimos a história.

🌧💔 Um amor adiado, um acidente e um final feliz (com três filhos!)

Mais uma grande diferença entre o livro e a série está na primeira vez do casal e em como o amor entre eles amadurece.

📺 Na série, o momento íntimo entre Kate e Anthony acontece apenas no penúltimo episódio, nos jardins da casa dos Bridgerton — uma cena cheia de desejo, mas que deixa um gosto amargo, já que Kate ainda está dividida entre a culpa por Edwina e os próprios sentimentos. No dia seguinte, tomada pela vergonha e pelo medo de um casamento forçado, ela decide fugir dos próprios sentimentos (e de Anthony) e sai cavalgando desgovernada, até que sofre uma queda de cavalo grave e entra em coma. É esse momento dramático que finalmente faz Anthony perceber o quanto a ama. Quando ela se recupera e aparece no baile, os dois dançam diante de todos — e Anthony, publicamente, se declara e a pede em casamento. Romântico? Sim. Mas ainda assim, uma construção bem diferente da que lemos nas páginas.

📚 Já no livro, o relacionamento entre eles é muito mais profundo — e começa mais cedo. Após a cena da picada da abelha, em que Anthony tenta sugar o veneno do corpo de Kate e é flagrado pelas matriarcas (Violet, Mary e Portia Featherington), os dois são obrigados a se casar para proteger a reputação de Kate. E é na noite de núpcias que acontece a primeira vez dos dois. O casamento não é motivado por amor — e Anthony deixa isso claro desde o início. Ele afirma que nunca poderá amar Kate, pois acredita que vai morrer jovem, como o pai, e não quer que ela sofra como Violet sofreu.

É aí que mora o grande conflito do livro: ao longo do tempo, Anthony se apaixona de verdade por Kate, mas trava uma luta interna para aceitar esse amor. O medo da morte o consome, e ele passa a se afastar da esposa, até que chega ao ponto de sair de casa. Só retorna quando Colin e Benedict o confrontam e o incentivam a voltar e ser sincero com Kate. Mas antes que isso aconteça, Kate sofre um acidente de carruagem.

Dessa vez, é Anthony quem a salva. O medo de perdê-la é o estopim: ele confessa todo o seu amor, se reconcilia com a própria dor, e os dois, finalmente, encontram a felicidade. O epílogo do livro mostra um casal apaixonado, maduro e com três filhos, provando que o amor deles superou todas as barreiras — o medo da morte, os traumas e até os escândalos da sociedade.

Enquanto a série opta por um caminho mais dramático e tardio para unir Kate e Anthony, o livro oferece uma história mais centrada no desenvolvimento emocional do casal dentro do casamento — o que, honestamente, traz muito mais profundidade e recompensa para quem está torcendo por esse romance desde o início.

P.S. 💌 Uma das surpresinhas mais deliciosas do livro (e que a série nos privou) é a amizade entre Kate e Penelope. Sim, elas se aproximam durante a estadia na casa de campo dos Bridgerton — aquela mesma onde o escândalo da abelha acontece. Lá, Cressida Cowper, que até então nem tinha dado as caras nos livros, começa a insultar Penelope publicamente, como sempre faz na série também. E quem a defende? Anthony! 💪 Isso faz Kate olhar para ele com outros olhos — e já começar a se derreter um pouquinho.

Pouco depois, Penelope e Kate ficam amigas depois de lerem um dos folhetins de Lady Whistledown que critica a cor dos vestidos que as duas estavam usando. Elas acham tanta graça da situação que caem na risada juntas — sem que Kate sequer imagine que Penelope é a própria fofoqueira da sociedade! Esse tipo de momento aquece o coração e traz ainda mais humanidade para os personagens. Uma pena que a série tenha deixado isso de lado! 💛📚

Outra cena que merece ser comentada, é o jogo de Golfe (pay pall) dos irmãos Bridgerton. Esse jogo também acontece nos livros, mas com a presença de Simon. Anthony e Kate ficam se engalfinhando o tempo todo durante a partida. A única diferença é que Anthony não vê o túmulo do pai no fim do jogo. Só um adendo: na série, as irmãs Sharmas são convidadas para passar um tempo a sós com a família Bridgerton na casa de campo. No livro, elas chegam alguns dias antes do baile anual que lady Bridgerton oferece na casa de campo mas, logo depois um monte de convidados chegam para o evento e a cena da picada da abelha e o anúncio público do noivado de Anthony e kate acontecem com toda a alta sociedade lá. 

CONCLUSÃO – Entre livros e telas, sigo apaixonada… com ressalvas! 🎬📖💔

Pois bem, querido leitor... Confesso: mesmo antes de ter lido os livros, gostei bem mais da 1ª temporada de Bridgerton do que da 2ª. E olha que, na época, eu nem tinha ideia do quanto o livro “O Visconde que me Amava” era mais leve, divertido e coerente. Depois da leitura, então… aí foi que vi mesmo o quanto a adaptação da história de Kate e Anthony ficou capenga em vários aspectos, principalmente no desenvolvimento do romance e nas relações familiares.

Ainda assim, sigo fã da série e super animada para o que vem por aí. A 3ª temporada adaptou o livro 4 da saga, “Os Segredos de Colin Bridgerton”, pulando completamente o livro 3, que conta a história de Benedict, 😮 que só será contada em 2026, na 4° temporada. 

E agora estou num dilema literário… Leio os livros na ordem certinha ou pulo direto pro 4° livro para poder escrever o próximo artigo comparando com a 3ª temporada? 🤔

O que vocês acham, leitores? Me contem nos comentários! Estou aceitando sugestões, palpites e, claro, boas fofocas da alta sociedade. 😏✨

Até o próximo baile… digo, até o próximo artigo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Médici: Mestres de Florença – A Saga da Família que Moldou o Renascimento

👑 Qual o seu Bridgerton/agregado favorito? Um mergulho nos homens da saga de Julia Quinn

As Leis de Lidia Poët, 1° e 2° Temporada 🎬🔥, Netflix